Ter ou Ser?


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Sua atitude determina sua altitude

Por Evaldo Costa

Você costuma pensar nas coisas que tem feito na vida e pela vida? Tem o hábito de parar para saber se o caminho que está trilhando é o que gostaria de seguir, se sua atitude de hoje está levando você para mais próximo do ponto de chegada?

Percebi, ao longo de minha vida, o quanto é surpreendente e fácil ser pego pela ilusão das nossas atividades, pressa, correria do cotidiano, tarefas inadiáveis, prepotência, exigência, impaciência, trabalho árduo de cada dia para subir a escada do ter mais sucesso, dinheiro, patrimônio, riqueza, e por aí vai.

Não vejo nada de errado nisso desde que, é claro, você aja com consciência, competência, sabedoria, etc. O que assusta é descobrir que passamos boa parte de nossas vidas se preocupando com o ter, sem dar a devida importância ao ser.

Recentemente, ao terminar um seminário, fui procurado por um jovem de uns 30 anos. Em poucos minutos, ele me contou sobre sua trajetória profissional. Falou-me que antes dos 20 anos de idade abriu uma empresa e que, de lá para cá, ela não parou de crescer.

O jovem me relatou que quando concluir a obra de uma filial as coisas ficarão ainda melhores. Disse-me também que se tivesse um sócio ou executivo bem preparado para ajudá-lo estaria lucrando mais.

E, finalmente, ressaltou que se tivesse mais dinheiro seu negócio certamente seria mais próspero. Fiquei pensando nas várias investidas que aquele rapaz empreendedor me contou.

Pude perceber que quase tudo que ele me disse se referia a ter e muito pouco a ser. A partir daí, comecei a ficar mais atento com as pessoas que conversam comigo sobre vida, negócios, família, lazer entre outros.

A conclusão que chego é que as pessoas passam boa parte da vida em busca do ter, algo do tipo: se eu tivesse mais tempo, se eu tivesse mais dinheiro, se eu tivesse um carro, se eu tivesse uma casa nova, se eu tivesse como tirar férias, etc.

É impressionante como esquecemos da importância do ser para ter o que queremos. Imagine se, em vez de ficar lamentando a falta do ter, a pessoa adotasse uma postura proativa em prol do ser.

Daí, tomando por base os exemplos acima evidenciados, ela poderia mudar a estrutura de seu pensamento, passando a refletir de acordo com as novas formulações a seguir: se eu for mais organizado com relação ao tempo que disponho, se eu for mais estudioso poderei no futuro conseguir uma colocação melhor, se eu for morar mais próximo do meu trabalho talvez não precise de carro, se eu for menos centralizador e confiar mais nas pessoas talvez seja possível tirar uns dias de férias com a família, etc.

Tenho testemunhado muitos exemplos de pessoas que passaram um bom tempo da vida buscando o ter sem se darem conta de que, muitas vezes, o ser é o caminho mais curto e seguro para se ter o que deseja.

Sair por aí como um trator de esteira, abrindo caminho à força, sem planejamento, cuidados adequados e respeito ao próximo pode ser igual ao carpinteiro que, sobrecarregado com seus apetrechos de trabalho, sua a camisa para alcançar o último degrau de uma enorme escada só para constatar que a apoiou na parede errada.

Será que não seríamos pessoas melhores e mais felizes se nos preocupássemos mais com o ser que com o ter? Pense nisso!

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